Jose de Dome

Jose de Dome

Nascimento: 1921

Morte: 1982

Nasceu em Estância (Sergipe). Em razão de sua mãe se chamar Dometila, ficou conhecido como José de Dome. Trabalhou em 1935 na mesma fábrica onde sua mãe e sua avó Dona Maria Pastora trabalhavam como tecelãs. Ele se mudou cinco anos mais tarde para a Cidade Baixa (“Massaranduba”), em Salvador, onde conheceu Mario Cravo, Mirabeau e Carybé, que o incentivaram a desenvolver seu talento artístico. Durante essa época foi servente de pedreiro, vigilante noturno, ajudante de serraria, entre outros. Mas já em 1943 viu despertar a sua sensibilidade para a pintura.

Ganhou um livro sobre técnica de pintura e, impressionado com o que viu no livro, neste mesmo ano, de modo autodidata, ele pinta sua primeira tela que chamou “Igrejinha de Massaranduba”. Sua primeira exposição, realizada em 1955, ocorreu no Belvedere da Sé, em Salvador, onde voltou a expor em 1956 e 1958. Já estabelecido como pintor, transferiu-se para o Rio de Janeiro em 1962, integrando-se aos meios artísticos cariocas.

Tornou-se conhecido após uma exposição realizada na Galeria Goeldi, em 1964. Pintou a paisagem urbana de Salvador, crianças, prostitutas, peixes e corujas, flores, paisagens naturais e marinhas. Ao longo dos seus 40 anos ininterruptos de trabalho, realizou mais de cem mostras (individuais e coletivas) não só na Bahia, mas também em São Paulo, Sergipe, Brasília, Paraná, Pernambuco e outras cidades brasileiras e também no exterior, por exemplo, em Madri (Instituto de Cultura Hispânica), em Lima (Galeria Portinari - 1966), em Portugal (Galeria de Arte do Cassino Estoril), na Inglaterra (1971), mas também nos EUA, México, França e na Nigéria.

O professor e jornalista Gilfrancisco se lembra do artista citando suas próprias palavras: "Todos os meus trabalhos que acham que não são concluídos, não precisam de mais porque é assim que eu quero mostrar a impressão que me tocou a mensagem que aquela figura me deu. Se eu ficar rebuscando, perdem. É por isso que eu não faço figura igual ao desenho. E as cores para dizer as coisas, têm que sair direto"

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